Hoje é simples, lusitano é sinónimo de português e denomina todo aquele que seja cidadão de Portugal.
Mas esclarecer a origem dos lusitanos, que viviam há 2.300 anos na Hispânia ou Península Ibérica, parece não ser tarefa fácil.
A.H. de Oliveira Marques diz na sua História de Portugal, que quando os romanos conquistaram e civilizara
m a Península Ibérica para sempre ( século II AC até século I) encontraram vários povos indígenas, entre os quais os Lusitani e os Celti que não tinham grande diferença entre si e que os primeiros eram com toda a probabilidade povos indígenas celticizados.
A Enciclopédia Britânica, diz que os lusitanos eram um povo ibérico e que no território que hoje é Portugal, resistiram à penetração romana até século II DC. mas que não se tem a certeza se os Lusitanos eram povos iberos celticizados, ou estavam relacionados com os Celtas Lusões do Nordeste da Península Ibérica.
O Dicionário de História de Portugal, de Joel Serrão, dedica várias páginas ao assunto e esclarece um pouco melhor. Aparentemente foi Estrabão, geógrafo e historiador grego dos começos da nossa era, quem primeiramente se referiu aos lusitanos como « a maior das tribos ibéricas, com a qual muitos anos lutaram os Romanos». Plínio e Ptolomeu, assim como outros escritores antigos também se referiram aos "celtici".
Num recente estudo sobre a etnologia dos lusitanos, o Dr. Scarlat Lambrino, partilhando a opinião de Schulten, procurou demonstrar com argumentos bastante convincentes, que tanto os Lusitanos como os Lusones eram povos de origem céltica, talvez procedentes dos Alpes Suíços, entrados na Península quando das migrações célticas, tendo-se os Lusones fixado na região das nascentes do Tejo e os Lusitanos continuando a marcha, seguindo o vale desse rio até ao Atlântico, possivelmente em busca de melhores terras.
m a Península Ibérica para sempre ( século II AC até século I) encontraram vários povos indígenas, entre os quais os Lusitani e os Celti que não tinham grande diferença entre si e que os primeiros eram com toda a probabilidade povos indígenas celticizados.A Enciclopédia Britânica, diz que os lusitanos eram um povo ibérico e que no território que hoje é Portugal, resistiram à penetração romana até século II DC. mas que não se tem a certeza se os Lusitanos eram povos iberos celticizados, ou estavam relacionados com os Celtas Lusões do Nordeste da Península Ibérica.
O Dicionário de História de Portugal, de Joel Serrão, dedica várias páginas ao assunto e esclarece um pouco melhor. Aparentemente foi Estrabão, geógrafo e historiador grego dos começos da nossa era, quem primeiramente se referiu aos lusitanos como « a maior das tribos ibéricas, com a qual muitos anos lutaram os Romanos». Plínio e Ptolomeu, assim como outros escritores antigos também se referiram aos "celtici".
Num recente estudo sobre a etnologia dos lusitanos, o Dr. Scarlat Lambrino, partilhando a opinião de Schulten, procurou demonstrar com argumentos bastante convincentes, que tanto os Lusitanos como os Lusones eram povos de origem céltica, talvez procedentes dos Alpes Suíços, entrados na Península quando das migrações célticas, tendo-se os Lusones fixado na região das nascentes do Tejo e os Lusitanos continuando a marcha, seguindo o vale desse rio até ao Atlântico, possivelmente em busca de melhores terras.
Parece também que a palavra Lusos foi uma criação literária empregada pelos humanistas dos séculos XVI e XVII, baseados num passo mitológico de Marco Varrão ( Plinio, III, 8) que filia o topónimo Lusitânia em Lusus ou Lysa, filhos de Baco.
Inspirado nesta fantasiosa lenda, deu Camões à epopeia nacional o título de Lusíadas ( A Britânica diz que Camões chamou Lusíadas ao seu poema épico, derivado de Lusitânia - Província Romana ), com o significado de filhos ou descendentes daquele Luso da mitologia.
Alexandre Herculano, por outro lado, colocou-se porém num ponto de vista exageradamente oposto e recusou-se a aceitar qualquer relação étnica entre os antigos lusitanos e os Portugueses actuais. No entanto esta sua opinião é insustentável pelo ponto de vista dos conhecimentos actuais.
Mais detalhes sobre os Lusitanos ( Ver Dicionário de História de Portugal - de Joel Serrão )
Os lusitanos eram um povo guerreiro e agrário. A minas no território hispânico davam-lhes o ferro que servia para os seus instrumentos de guerra, sobretudo as compridas lanças, que não poupavam o inimigo. Foi assim, como um povo guerreiro e agrário, que conseguiram dominar a quase totalidade da Península Hispânica.
Era gente aguerrida, formando tribos sem coesão política e que escolhia povoações fortificadas, vivendo do pastoreio e da agricultura. Cultivavam o vinho, o trigo e a cevada, dedicando-se também à pesca. Fabricavam o pão com landes torradas, obtinham a cerveja com base na cevada, alimentavam-se de carne de cabra, usavam a manteiga em vez de azeite.
Estrabão escreveu que os lusitanos eram "a mais poderosa das nações ibéricas e que, entre todas, por mais tempo deteve as armas romanas". Disse também que os lusitanos eram sóbrios e frugais, bebendo só água, cerveja de cevada e leite de cabra. Dormiam deitados no chão. Usavam cabelos compridos como as mulheres, untavam-se com azeite e celebravam jogos vários de destreza física. Fabricavam pão de farinha de glandes de carvalho. Só bebiam vinho em festins. O vestuário dos homens era preto e de lã grosseira ou pelo de cabra.
Sacrificavam aos deuses e consultavam as entranhas humanas em prisioneiros, aos quais cortavam muitas vezes a mão direita. Os criminosos condenados à morte eram despenhados em precipícios, os parricidas lapidados. Casavam à maneira dos gregos. Tito Lívio escreveu que os lusitanos fizeram parte do exército cartaginês de Aníbal que invadiu a Itália ( 218 A.C. ). Diodoro, Possidónio, Plínio, Apiano, Plutarco, etc., escreveram sobre os lusitanos.
(Condensado da Enciclopédia Portuguesa-Brasileira) escala
Era gente aguerrida, formando tribos sem coesão política e que escolhia povoações fortificadas, vivendo do pastoreio e da agricultura. Cultivavam o vinho, o trigo e a cevada, dedicando-se também à pesca. Fabricavam o pão com landes torradas, obtinham a cerveja com base na cevada, alimentavam-se de carne de cabra, usavam a manteiga em vez de azeite.
Estrabão escreveu que os lusitanos eram "a mais poderosa das nações ibéricas e que, entre todas, por mais tempo deteve as armas romanas". Disse também que os lusitanos eram sóbrios e frugais, bebendo só água, cerveja de cevada e leite de cabra. Dormiam deitados no chão. Usavam cabelos compridos como as mulheres, untavam-se com azeite e celebravam jogos vários de destreza física. Fabricavam pão de farinha de glandes de carvalho. Só bebiam vinho em festins. O vestuário dos homens era preto e de lã grosseira ou pelo de cabra.
Sacrificavam aos deuses e consultavam as entranhas humanas em prisioneiros, aos quais cortavam muitas vezes a mão direita. Os criminosos condenados à morte eram despenhados em precipícios, os parricidas lapidados. Casavam à maneira dos gregos. Tito Lívio escreveu que os lusitanos fizeram parte do exército cartaginês de Aníbal que invadiu a Itália ( 218 A.C. ). Diodoro, Possidónio, Plínio, Apiano, Plutarco, etc., escreveram sobre os lusitanos.
(Condensado da Enciclopédia Portuguesa-Brasileira) escala

1 comentários:
OS LUSITANOS SÃO O PORTUGAL PORTUGUÊS. HOMENS QUE LUTARAM! NÃO VENDERAM A PÁTRIA
HINOS
Esquecidos os hinos.
Tocam a rebate os sinos.
Da Igreja matriz.
Grita aflita a meretriz.
Ao ver os homens no terreiro
Sem corpo ordeiro.
Genuflectem os clérigos
A pedirem protecção contra os vindouros perigos.
Oram aos seus Santos os crentes.
Deste povo de descontentes.
Que esqueceram os Lusitanos combatentes.
Enquanto o mandante ao orbe desmente.
De forma deprimente.
Feitos de transcendental heroicidade.
Que, do mundo, deram a geográfica realidade.
Lusitano de valente veracidade!
Querem negar-te a continuidade.
Grito feroz e dilacerante.
Faz eco pelo distante.
E do alto das ameias do castelo.
Negam-se as naus do Restelo.
E saídos de nefastos meandros.
Saltam à rua os malandros.
Luto de conflito miserável.
É o caminho deplorável.
Deste orbe de prostitutos.
Causadores de infindos lutos.
É o esquecer de lágrimas de sal.
A um todo universal.
Vergonhoso negar.
Do heróico Luso navegar.
É o esfarrapar da bandeira.
No abandonar da Lusa fronteira.
Retrocesso sem mestria.
A fazer jazer nos campos da Pátria.
LUSOS Corpos outrora irmãos.
A quem, deceparam as Lusas mãos.
Desta Nação de mar infindo.
A todos servindo e ao universo progredindo.
Gritam campónios
Às vozes dos demónios.
Secam os lábios
Com os discursos dos sábios.
Alinham soldados
E mais enganados.
Formam-se mil partidos.
Contra o passado, em berros destemidos.
Negros e calamitosos destinos.
Aguardam este povo sem juramentos nem hinos.
Da raça humana... Avulta a escória.
A negar a Lusitana vitória.
Grita a cobardia.
A fomentar à discórdia.
E do grito, surgem os promovidos ilustres.
Em correria de abutres.
Aos bens alcançados.
Pelos Lusos que, à Pátria, foram esforçados.
Tocam os sinos
A nefastos hinos.
Povo sem Pátrios cadilhos.
Gera o desterro a seus filhos.
Agrilhoando-os na escravidão.
A nefasta servidão.
Eduardo Dinis Henriques
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